O clichê mais bonito da cidade

Como se eu nunca tivesse te dito o quanto de ti tem em mim, eu pensei na possibilidade de te  gravar em mim, de uma forma visível aos teus olhos, mas então eu percebi que minha alma conversa com a tua enquanto deixamos o silêncio invadir nossos corpos, e revela meus mistérios, fazendo com que, pra ti, eu seja transparente.
E é disso que gosto, isso de ser tão tua que deixo de ser minha.

De todas as mulheres que já fui, a que mais me agrada é que tu desenhaste em mim: inteira amor, inteira tua.


É que aquela coisa de beijos e abraços e carinhos me fez perceber que ser tua é bem mais do que sonhei pra mim, então eu tenho essa necessidade de repetir o quanto te amo e te quero e te desejo, uma porção de vezes e eu nem sei porque, só sei que meu amor é tanto que nem cabe em mim, aí coloco um pouquinho dele em ti e pego um pouquinho do teu amor pra mim, e tudo se equilibra.

Nem me arrisco a dizer que é fácil olhar pra ti e sentir toda a felicidade que trouxeste na tua mala, às vezes dói, às vezes me põe medo e na maioria das vezes, acho que não é comigo essa história toda.

E se fosse simples, eu nem ia querer. Gosto desse drama de te amar e achar que posso morrer de tanto te querer comigo, gosto de saber que se tu fores embora, vou me enfiar no meio das tuas coisas só pra que tu me leve junto por engano.

Finjo que não viveria mais sem ti enquanto planejo viver pra sempre do teu lado, de mãos dadas, sorrindo aquele sorriso que só tu me causa, porque o que sou contigo, não poderia ser com mais ninguém; és tu que tem o abraço onde eu caibo, a mania de bagunçar meu cabelo quando preciso estar penteada e aquele beijo que me faz esquecer o que eu ia dizer e só pensar que preciso encaixar meu corpo no teu.

Talvez toda essa minha vontade de ser tua ao anoitecer, tem a ver com o fato de tu ter transformado todos os meus pontos em fracos, fazendo com que cada parte de mim grite teu nome quando a saudade chega.

Sem ti, sou só eu, sem encanto, sem paz, sem sorriso; e ainda que haja quem diga que completar-se com a presença de outra pessoa é errado, eu erro e admito o erro porque só sou inteira se te tenho por perto me fazendo rir ou suspirar, me fazendo crer que o sol só apareceu porque tu está aqui.

Eu não sei bem quanto tempo ainda temos juntos, mas sei que, hoje, todo o tempo que temos é tão pouco e eu sempre volto pra casa com o peito cheio de amor pra ti, com tantas declarações que eu não consigo por pra fora, mas sabe... tem uma justificativa, quando estamos ali, juntos, fazendo qualquer coisa e tu para e me olha com esse teu jeito todo doce e se desfaz em elogios e juras e promessas, eu não consigo reagir, só sinto aquele momento tão lindo pra mim.

Faltei às aulas que ensinavam o que é amar alguém, mas se isso que tenho aqui dentro de mim e sinto toda vez que respiro pensando em ti não for amor, nada mais é...

3 comentários:

  1. Sinto falta dos teus textos... me ajudava muito a refletir espero que volte a escrever logo. abs

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  2. Voltaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
    Por favor!

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  3. Volta mesmo, quem sabe fala sobre a tua vida de casada pode nos deixar com coragem de tomar uma atitude assim :) abraços

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